quinta-feira, 8 de setembro de 2016

o começo está próximo, pois é o fim de algo, velho.

não sei quando começa.

mas os sinais despontam por todos os cantos.

o que me intriga é como tudo ainda permanece de pé.
ficarei de pé só para ver como tudo termina.
mas não termina.
recomeça.

nasce e morre, se põe no horizonte.
ocaso.

se questionar... sem questionar...

respira... res... pira...

está (ainda) dando certo.
ninguém parou para pensar.
pensou que pensava?
quem desconfia parece estar superando a fase do desespero.
não pare.
não pense.
pinte uma faixa
no peito.
para sua mensagem não seja lida.

uma loteria.
em que, num sentimento fraterno, devemos ficar felizes, porque alguns tiveram a oportunidade de ter, mas tristes porque não souberam compartilhar.

sorte
sortie.

que pelo menos consiga me deleitar com a risada singela dos garis celestiais de quem faz por prazer varrer os entulhos para dentro da máquina recicladora.

volte para a fila, retire a sua senha, aguarde a sua vez.
desejamos melhor azar na próxima vez.

algo está certo em tudo isso.

se nos importássemos, diríamos:
"desejo boa sorte".

e como não deixa de ser verdade, tenho de dizer:
"vai que na próxima vez dá certo".

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